Já imaginou estar rodeado de pessoas que lhe contam mentiras todos os dias, que lhe dão informações distorcidas, exageradas e deprimentes? Bem, não precisa de imaginar, porque esta é a realidade de qualquer pessoa que veja televisão e leia publicações nas redes sociais e que fale com pessoas que vêem televisão e publicações na redes sociais.

Manter o ânimo elevado é um enorme desafio para todos nós também por esse motivo. Mais do que o perigo real a que possamos estar sujeitos, há uma autêntica “cortina de mentiras e distorções” que tende a não nos deixar saber o que realmente se passa e nos leva ao raciocínio simplificado (mas muito perigoso e deprimente) de que o que se está a passar é muito pior do que o é na realidade. Pior do que isso, a mesma “cortina” tende a fazer-nos acreditar de que o problema é esmagador, inevitável e sem quaisquer soluções possíveis.
O problema que isto cria é por vezes pior do que os perigos que são divulgados – desânimo e enfraquecimento da tenacidade e da vontade de lutar.
A vida pode ser bastante dura e desafiante, o que não significa necessariamente que o potencial de sobrevivência tenha de ser diminuto. O potencial de sobrevivência é mais uma função da tenacidade e capacidade de luta do indivíduo do que da dureza do ambiente. Mais do que isso, a dureza do ambiente tende até a ser catalisadora dessa tenacidade, capaz de tornar o indivíduo cada vez mais forte e preparado. Por exemplo, “as mãos tendem a calejar com trabalho duro”, “a necessidade aguça o engenho” ou “endurecido pela vida do campo” são formas correntes de expressar esta ideia e que são mais ou menos compreendidas pela generalidade das pessoas.
O verdadeiro problema do indivíduo não é, então, a dureza do ambiente, mas sim o enfraquecimento da sua tenacidade e vontade de lutar, por efeito da “cortina de mentiras” que diariamente o tentam convencer de que não tem qualquer hipótese de se salvar. É o desânimo (e não o ambiente duro) o que mais destrói o indivíduo.
Assim, o que devemos todos fazer é não olhar tanto para a “cortina de mentiras”, mas antes, tomar a iniciativa muito autodeterminada de procurar activamente as melhores fontes de informação verdadeira. Isto, em si, é um desafio mas é bastante impossível.
Mais importante do que tudo o resto, devemos dedicar a maior parte da nossa atenção à implementação prática das melhores soluções e a percorrer dos melhores caminhos de saída dos problemas.
O foco deve ser “fazer acontecer”!
Em situações de extrema perigosidade do ambiente, mais do que em quaisquer outras situações, é vital aliarmo-nos a pessoas que sejam positivas, tenazes e com uma enorme vontade de vencer os desafios. Se o desânimo é contagioso, o ânimo também o é, e este é um facto que deve ser aproveitado o mais possível.
As pessoas muito tenazes e positivas têm uniformemente uma característica extremamente útil – a sua grande generosidade e vontade de liderar pela positiva. Graças a Deus!
Pare de olhar para a “cortina”, foque-se em “fazer acontecer”, rodeie-se de pessoas positivas, inspire-se por elas e defendas-as com tudo o que tiver, pois elas (juntamente consigo, espero) são as que tornam este planeta num sítio com esperança de sanidade e com esperança num futuro feliz.